quarta-feira, 25 de junho de 2008

O Inverno



O inverno vem aí!

Não há como evitá-lo!

É preciso encará-lo de frente e suportar os ventos frios que sopram sobre nossas cabeças. Os cenários são de dores: dor da solidão, a dor da angústia, a dor da fraqueza... Mesmo assim não vou desistir, minha lei é seguir em frente.

A esperança é minha fé. Ela é como uma estrela. Estrelas só brilham durante a noite, bem longe da luz do dia. Só quem sente os ventos frios do inverno e a escuridão das noites pode ver as estrelas, só quem vive a dor e a solidão das crises sabe o que é a esperança (Rubem Alves). Talvez as estrelas que vemos durante a noite nem existam mais, mas nossos olhos vêm bem ao longe seus últimos fachos de luz irradiados daquela estrela que está bem longe, mas que ainda nos encanta. Assim é a esperança. Ela é como um gesto poético e profético, pois chama à existência aquilo que ainda não existe. É o nosso socorro, pois o que seria de nós sem o socorro das coisas que não existem... (Paul Valéry).

Eu sei que a dor da solidão e o frio do inverno amedrontam. Quando anoitece as coisas podem até piorar. Apenas o eco do silêncio pode ser ouvido dentro de mim. É tempo de se calar. Tudo tem seu tempo determinado (Salomão).

Vou lá fora procurar uma estrela no céu. Quem sabe assim eu me esqueça da dor e sinta bem forte em meu peito as luzes das estrelas me invadirem e minha esperança ressuscitando meus pensamentos e me dando asas pra voar...

4 comentários:

May Hubner disse...

"É preciso encará-lo de frente e suportar os ventos frios que sopram sobre nossas cabeças."

Exatamente isso amigo!
Completo com uma coisa:
"Nem sempre a fraqueza que se sente quer dizer que a gente não é forte." (Gabriel O Pensador)

Silvião Côrtes disse...

As estrelas estão no céu, mas nem sempre o brilho é brilho. As luzes nem sempre invadem nossas esperanças, nem sempre acalentam nossos corações. Procure suas estrelas mas não se esqueça daquela que já brilha em você. A solidão nem sempre é escuridão e o frio nem sempre vem para machucar os ossos. As estrelas também brilhas durante o dia, nós não temos olhos apurados o bastante para vê-las, aquilo que o céu lhe ofereceu está e estará sempre à sua disposição, cabe a seus olhos encontrarem a luz dessas estrelas que sempre brilham, sempre tocam nossos olhares. O eco do silêncio retumba dentro da alma quando se cansa, mas se ele volta, é porque ainda existem paredes, elas formam a velha caixa de segredos, de desejos e pensamentos, em todo tempo, movida pelas emoções. Grande abraço gurí, sempre pensando nessa boa amizade, sempre torcendo por você, sempre esperando apurar meus olhos para ver sua estrela brilhar mesmo ao meio dia.

Silvião Côrtes - Simul justus et peccator

Wagner Martins disse...

Muito boa reflexão, bem escrita.
Isso meu brother, a esperança é a única força que nos mantém de pé.

Roger disse...

Amigo Luiz,

sua alma poeta sempre nos presenteia com belíssimos textos.

Muito obrigado.

Roger