quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Devaneios na Madrugada


Eu sinto peso do ar invadindo meus pulmões.

Sinto a vibração do meu sangue a cada batida do meu coração.

São 00:07 da madrugada e ainda estou aqui tentando entender isso tudo. São tantos planos, tantos pensamentos... As incertezas se apossam da minha alma e uma dor terrível invade o meu coração. Aonde foi que eu errei? O que aconteceu? Como cheguei até aqui?

Basta! Já estou cansando dessas respostas prontas, genéricas e abstratas, que não levam em conta que cada pessoa é um ser humano individualizado, com problemas próprios e contextos diferentes. O que é essencialmente bom pra mim pode não ser para você... e o que fazer?!!

Sinceramente, não sei! Não sei o que te dizer... Não sei o que estamos fazendo aqui...

É estranho, eu sei! Não estamos acostumados a ouvir isso... apregoa-se por aí certezas, respostas prontas, supostamente se anuncia um lugar seguro onde nada poderá nos abalar...

Será que isso tudo existe?

Não sei! A única coisa que sei é que aqui dentro existe um vazio que corrói, uma dor que me inquieta, uma solidão que me faz com que eu me encare de frente. E o que eu vejo? Não vou te dizer, mas tenho medo do que vejo. São muitas faces, muitos anseios, milhares de vozes. Mas sou só mais um garoto latino-americano à procura dos olhos certos...

Depois disso tudo eu ainda estou aqui.

São 00:13 da madrugada.

Quero dormir, mas não sei se os meus pensamentos deixarão meu corpo descansar. Preciso de um pouco de paz: aonde procurar?

“Por que estás abatida ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim?
Espera em Deus, pois ainda o louvarei. A Ele: Rei Meu e Deus Meu. (Davi)”

Um comentário:

Silvião Côrtes disse...

Isso não eh literatura, é vida. Isso não é só vida, isso é sua alma criando forma física, explícita e despretensiosa. Você tá escrevendo muito! Parabéns!